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Tumba de Tutancâmon é reaberta no Egito

27 de junho de 2019

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Tumba de Tutancâmon é reaberta no Egito

Tumba de Tutancâmon é reaberta no Egito

Depois de dez anos fechada, a tumba do mítico rei egípcio Tutancâmon foi reaberta para visitação em janeiro deste ano (2019), no Egito. Situada no Vale dos Reis, região onde no passado foram construídas diversas tumbas para os faraós e membros da elite do Império Novo no Egito, o sarcófago de Tutancâmon sofreu gravemente com décadas de visitações turísticas. A poeira, a umidade e até a respiração das pessoas foram responsáveis por degradar todos os objetos presentes ali. 

Os trabalhos de conservação foram liderados pelo diretor do Getty Conservation Institute de Los Angeles, Neville Agnew. Comandada por ele, uma equipe de 25 profissionais, dentre os quais arquitetos, engenheiros, arqueólogos e microbiólogos, trabalhou por quase uma década para devolver a aparência original do local e de seus elementos. Howard Carter, o arqueólogo britânico que descobriu o lugar em 1922, certamente ficaria orgulhoso do trabalho da equipe do Getty Institute.

Neville Agnew chamou atenção para o impacto da visitação em massa ao local. A ideia de a tumba ter ficado oculta por cerca de três mil anos e, após descoberta, ter sido submetida a uma intensa rotina de impacto turístico, lhe parece assustadora e os danos a esse patrimônio da humanidade inevitáveis. Tecnicamente, o trabalho realizado foi de conservação e não de restauração, visto que danos permanentes não foram reparados. Algumas marcas de desgaste são naturais e fazem parte da história, afinal, estamos falando de três milênios!

O lugar foi inteiramente renovado, contribuindo para distanciar o público das sensíveis paredes com desenhos que contam a história do faraó. A plataforma de acesso, o piso e a iluminação foram substituídos. Até um novo sistema de ventilação e climatização, que reduz os impactos da respiração, da umidade e da poeira, foi instalado. O governo egípcio também criou uma réplica da tumba para que os visitantes possam apreciar detalhes sem que isso signifique um risco para o mausoléu do faraó. Esse excesso de preocupação não é em vão. Estudos apontam que o turismo de massa poderia degradar de forma irreparável a tumba de Tutancâmon num intervalo de quinhentos a mil anos.

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